(Continuação dos capítulos anteriores. Comece lendo o Capítulo 1)
Aquele jovem tinha um coração tão puro. Não estava pronto ainda para tamanha crueldade, a ponto de sequer pensar em sair daquele lugar imundo e deixar pra trás uma alma, por mais perigosa que fosse! Nunca foi tarefa dele julgar culpados ou inocentes, decidir sobre atacar ou defender o reino. Por esse motivo então, antes de sair do calabouço e se salvar, Gabriel esforçou-se para também libertar o maltrapilho prisioneiro. Foram seguidas tentativas até arrebentar o cadeado que trancava aquela cela, até que ela enfim se arrebenta!
Aquele jovem tinha um coração tão puro. Não estava pronto ainda para tamanha crueldade, a ponto de sequer pensar em sair daquele lugar imundo e deixar pra trás uma alma, por mais perigosa que fosse! Nunca foi tarefa dele julgar culpados ou inocentes, decidir sobre atacar ou defender o reino. Por esse motivo então, antes de sair do calabouço e se salvar, Gabriel esforçou-se para também libertar o maltrapilho prisioneiro. Foram seguidas tentativas até arrebentar o cadeado que trancava aquela cela, até que ela enfim se arrebenta!
-
Obrigado amigo, devo a minha vida ao senhor... mas... digo, a você! És muito
jovem! – observou o maltrapilho – o que fizestes para estar aqui? Somente
condenados são trazidos pra cá!
-
Psssssit! Fale baixo ou não conseguiremos fugir! – alerta o jovem, preferindo
não revelar a sua verdadeira identidade.
Seguiram
por todo o corredor em passos curtos e sorrateiramente subiram por uma escada até chegarem num saguão superior, amplo e iluminado.
Muito
agradecido, o homem segue os passos de Gabriel, surpreso com a confiança daquele
jovem... ele parecia conhecer bem o local. Finalmente ele descobre estar
seguindo um integrante da família real, vendo-o ser reverenciado outro serviçal
que vinha na direção contrária e se curvou diante dele:
-
Bom dia, Senhor. Vossa Majestade precisa de ajuda?
-Quero
que me leve até o armorial. – ordenou.
Os
dois seguiram para o armorial. O príncipe ainda se lembrava de como se acionava
o compartimento secreto. Foi o que fez assim que chegou ao aposento. O compartimento
lentamente se abriu, enquanto o desconhecido homem se perguntava:
-
Aquele serviçal o chamou de “Majestade” ? Não me mate! Tenha piedade desse
pobre homem...!
-Cale-se!
Não o fiz até agora, e não é hora para lamúrias! – disse o príncipe – Rápido,
me ajude a vestir essa armadura!
Mal
as peças se prendiam ao seu franzino corpo. Para o “escudeiro de última hora”
era uma linda e reluzente armadura, como ele nunca havia visto igual em nenhum
outro lugar. E de vestimenta tão fácil foram rápidos o suficiente para
prepará-lo.
Em
segundos, ficaram frente com o servo, o mordomo. O mesmo que iludiu o príncipe
herdeiro com falsas promessas e o aprisionou nos cômodos mais profundos do seu
próprio castelo. E novamente entrou em cena o maldito sarcasmo que o caracterizava
como um perigo eminente à paz e segurança de qualquer pessoa :
-
Vossa Majestade não parece ser tão inocente! Como conseguiu sair sozinho
daquele horrível calabouço? Hum... aposto que teve a ajuda desse prisioneiro
fedorento e insolente.
-
Exijo uma explicação sua, serviçal. O que esta acontecendo aqui? Você me
enganou por todo esse tempo, desde o falecimento do meu pai! – gritou Gabriel,
agora de posse da sua armadura e apontando a sua espada com mãos trêmulas
contra o servo.
Foi
num piscar de olhos que aquele corrupto homem deu início a uma estranha
metamorfose, nunca vista pelo jovem príncipe nem pelo seu escudeiro. O maldito
servo se transformou numa serpente
gigante, negra e de olhos desafiadores. Do tamanho de quatro cavalos juntos e
assustadoramente perigosa, minava veneno de suas enormes presas. Todos ficaram
atônitos com a cena. Não conseguiam acreditar no que os seus olhos acabaram de
ver. Logo a movimentação chamou à atenção de seis guardas reais que, munidos
cada um de armadura de couro e espadas se apresentaram em defesa do príncipe.
Começava então no salão armorial uma terrível batalha contra uma criatura
rápida, maligna e mortal. Em defesa do reino estavam os guardas reais, um
desarmado escudeiro que logo se apoderou da adaga mais próxima que encontro e o
franzino Grabriel Aisengard sétimo, o herdeiro do trono. Estariam eles frente à
frente com a morte?
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